Testemunho.

Filipe Araújo

Candidato a Vogal do Conselho Directivo da Secção Regional Sul

Deve a OA esforçar-se por conhecer a realidade dos arquitectos portugueses que trabalham no estrangeiro?

A OA deve esforçar-se por conhecer a realidade dos seus arquitectos deslocados, porque temos uma profissão cada vez mais global, devido à diminuição das distâncias e pelo acesso mais fácil e rápido à informação, o que tem alterado a forma como exercemos a nossa profissão e tendo em conta que no contexto nacional existem 2 arquitectos por cada 1000 habitantes, uma média 3 vezes superior à média europeia, é notório que existe uma grande desequilibro entre a oferta e a procura no nosso pais e é por isso natural que os arquitectos procurem trabalho no estrangeiro.

A OA deve saber acompanhar as mudanças no exercício da nossa profissão. Se nós queremos apoiar os nossos membros no acesso à encomenda, a Ordem deve ter um papel mais activo ao seu acesso fora do nosso país.

Se é essencial para os arquitectos o acesso à encomenda, a ordem deve apoiar os arquitectos que procurem essa encomenda fora do país.

E como o pode fazer?

A OA pode estar a par da realidade dos seus membros deslocados mantendo um estreito contacto e estabelecendo uma relação de proximidade que permita à OA monitorizar o percurso profissional dos seus membros no estrangeiro.

O que pode a OA, designadamente as suas SR, fazer por esses arquitectos?

As seções regionais podem fazer chegar informação actualizada das suas iniciativas e dar apoio ao enquadramento legal dos arquitectos deslocados.

Uma ferramenta idêntica aos cadernos técnicos lançados neste mandato pela actual secção sul, que fizesse um enquadramento legal dos países estrangeiros com maior emigração por parte dos nossos membros, seria  uma peça importante no apoio aos arquitectos no estrangeiro.

Como pode a OA admitir e facilitar o acesso à profissão em Portugal a arquitectos estrangeiros?

Considero que deva haver um certa qualificação, simplificação e desburocratização no processo de admissão de arquitectos estrangeiros na OA.

A OA deve ajudar a tornar a informação que é fornecida aos arquitectos estrangeiros, a ser o mais esclarecedora possível.

Essa informação deveria estar traduzida no mínimo em inglês, procurando desbloquear algumas barreiras linguisticas que possam existir.

Um arquitecto português a trabalhar no estrangeiro terá alguma vantagem em ficar vinculada à OA portuguesa? Porquê?

Penso que sim, se a OA se mantiver próxima dos membros deslocados, fornecendo apoio ao enquadramento legal no estrangeiro de forma clara e atempada.

É importante conhecer por onde andam e o que fazem os arquitectos do SUL que estão a trabalhar fora do país? Porquê?

Sabendo exactamente o que os nossos membros estão a fazer ou fizeram lá fora, podem ser estabelecidas importantes redes na divulgação e na internacionalização da arquitectura nacional. De alguma forma  estamos numa posição algo prestigiante, e é importante comunicar o nosso valor no estrangeiro.

A monotorização da trajectória e do trabalho dos arquitectos a trabalhar no estrangeiro é um factor essencial na promoção da arquitectura portuguesa no contexto global.